quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Caxumba

                                                             


Figura 1 - parótida aumentada pela caxumba.

fonte: página do site tua saúde


O que é caxumba?
  Doença viral aguda, caracterizada por febre e aumento de volume de uma ou mais glândulas salivares, geralmente a parótida e, às vezes, glândulas sublinguais ou submandibulares. Em homens adultos, ocorre orquiepididimite em aproximadamente 20% a 30% dos casos; em mulheres, pode ocorrer ooforite com menor frequência, acometendo cerca de 5% dos casos. Aproximadamente, 1/3 das infecções pode não apresentar aumento, clinicamente aparente, dessas glândulas. O sistema nervoso central, com frequência, pode estar acometido sob a forma de meningite asséptica, quase sempre sem sequelas. Mais raramente, pode ocorrer encefalite. O agente etiológico da caxumba é o vírus da família Paramyxoviridae, gênero Paramyxovirus que possui o homem como reservatório.

Como a caxumba é transmitida?
  Via aérea, através disseminação de gotículas, ou por contato direto com saliva de pessoas infectadas. O período de de incubação é de 12 a 25 dias, sendo, em média, 16 a 18 dias. Já o período de transmissibilidade varia entre 6 e 7 dias antes das manifestações clínicas, até 9 dias após o surgimento dos sintomas. O vírus pode ser encontrado na urina até 14 dias após o início da doença. A imunidade é de caráter permanente, sendo adquirida após infecções inaparentes, aparentes, ou após imunização ativa.

Quais as manifestações clínicas da doenças?
  Inchaço e dor na parótida e nas outras glândulas salivares infectadas (localizadas embaixo da mandíbula), dor muscular e ao engolir, febre, mal-estar, inapetência são sintomas da infecção, menos intensos nas crianças do que nos adultos. Os seguintes sinais sugerem complicações da doença e exigem assistência médica imediata:
1) dor e inchaço nos testículos (orquite) e na região dos ovários (ooforite);
3) náuseas, vômitos, dor no abdômen superior (pancreatite);
4) rigidez na nuca, dor de cabeça e prostração (meningite).

Como previnir a caxumba?
Através da Imunização:
-  Para indivíduos de 12 meses a 19 anos de idade: administrar 2 (duas) doses, conforme situação vacinal encontrada;
-  Administrar a 1ª dose aos 12 meses de idade com a vacina tríplice viral e a 2ª dose, exclusivamente, aos 15 meses de idade com a vacina tetra viral, para as crianças que já tenham recebido a 1ª dose da vacina tríplice viral;
-  Para as crianças acima de 15 meses de idade administrar a vacina tríplice viral observando o intervalo mínimo de 30 dias entre as doses. Considerar vacinada a pessoa que comprovar 2 (duas) doses de vacina com componente sarampo, caxumba e rubéola;
-  Para indivíduos de 20 a 49 anos de idade: administrar 1 (uma) dose, conforme situação vacinal encontrada. Considerar vacinada a pessoa que comprovar 1 (uma) dose de vacina com componente sarampo, caxumba e rubéola ou sarampo e rubéola.
E também das Ações de educação em saúde:
 A população deve ser informada quanto às características da parotidite infecciosa e a possibilidade de complicações, devendo ser orientada quanto a busca de assistência médica adequada, quando necessário (orquites, mastites, meningite, encefalite), e para a  importância  de  vacinar as crianças.

Como é o tratamento?
  Não existe tratamento específico, indicando-se apenas repouso, analgesia e observação cuidadosa, quanto à possibilidade de aparecimento de complicações. Nos casos que cursam com meningite asséptica, o tratamento também é sintomático. Nas encefalites, tratar o edema cerebral e manter as funções vitais.
Tratamento de apoio para a Orquite:
-  Suspensão da bolsa escrotal, através de suspensório, aplicação de bolsas de gelo e analgesia, quando necessário;


Redução da resposta inflamatória: prednisona, 1mL/kg/dia, via oral, com redução gradual, semanal.

Fonte:
http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/secretarias/svs/caxumba
http://drauziovarella.com.br/crianca-2/caxumba/

1- Disponível em: <http://www.tuasaude.com/sintomas-de-caxumba/> Acesso em 6 de agosto, 2015.

Febre Amarela




Figura 1 - ampolas da vacina de febre amarela.

fonte: página do site notícias uol¹.

O que é a febre amarela?
  A febre amarela é uma doença infecciosa causada por um tipo de vírus chamado flavivírus cujo reservatório natural são os primatas não-humanos que habitam as florestas tropicais. Esta doença acomete com maior frequência o sexo masculino e a faixa etária mais atingida situa-se acima dos 15 anos, em função da maior exposição profissional, relacionada à penetração em zonas silvestres da área endêmica de febre amarela silvestre (FAS). Outro grupo de risco são pessoas não vacinadas que residem próximas aos ambientes silvestres, onde circula o vírus, além de turistas e migrantes que adentram estes ambientes. A maior frequência da doença ocorre nos meses de janeiro a abril, período com maior índice pluviométrico, quando a densidade vetorial é elevada, coincidindo com a época de maior atividade agrícola.
           
Como a doença é transmitida?
  A febre amarela não é transmitida de uma pessoa para a outra. A transmissão do vírus ocorre quando o mosquito pica uma pessoa ou primata (macaco) infectados, normalmente em regiões de floresta e cerrado, e depois pica uma pessoa saudável que não tenha tomado a vacina.
  Existem dois tipos de febre amarela: a silvestre, transmitida pela picada do mosquito Haemagogus , e a urbana transmitida pela picada do Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue e que foi reintroduzido no Brasil na década de 1970. Embora os vetores sejam diferentes, o vírus e a evolução da doença são absolutamente iguais.
    A forma urbana já foi erradicada. O último caso de que se tem notícia ocorreu em 1942, no Acre, mas pode acontecer novo surto se a pessoa infectada pela forma silvestre da doença retornar para áreas de cidades onde exista o mosquito da dengue que prolifera nas cercanias das residências e ataca durante o dia.

Quais são as manifstações clínicas da febre amarela?
  Os principais sintomas da febre amarela – febre alta, mal-estar, dor de cabeça, dor muscular muito forte, cansaço, calafrios, vômito e diarréia aparecem, em geral, de três a seis dias após a picada (período de incubação). Aproximadamente metade dos casos da doença evolui bem. Os outros 15% podem apresentar, além dos já citados, sintomas graves como icterícia, hemorragias, comprometimento dos rins (anúria), fígado (hepatite e coma hepático), pulmão e problemas cardíacos que podem levar à morte. Uma vez recuperado, o paciente não apresenta seqüelas.

Como é o tratamento?
 Não existe tratamento específico. É apenas sintomático, com cuidadosa assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso, com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido numa Unidade de Terapia Intensiva, o que reduz as complicações e a chance de óbito.

 Como previnir a febre amarela?
  A vacinação contra a febre amarela é recomendada para uma grande área do Brasil onde a transmissão é considerada possível, principalmente para indivíduos não vacinados e que se expõem em áreas de mata, onde o vírus ocorre. Atualmente, as áreas de vacinação são revisadas anualmente, com apoio de especialistas para identificação dos municípios com maior risco de transmissão. É importante observar as seguintes situações no que se refere à vacinação contra a febre amarela no quadro a seguir:



Quadro: Orientações para a vacinação contra febre amarela para residentes em área com recomendação da vacina ou viajantes para essa área.
INDICAÇÃO
ESQUEMA
Crianças de 6 meses a 9 meses de idade incompletos
A vacina está indicada somente em situações de emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem inadiável para área de risco de contrair a doença.
Crianças de 9 meses até 4 anos 11 meses e 29 dias de idade
Administrar 1dose aos 9  meses de idade e 1  dose de reforço aos 4 anos de idade, com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.
Pessoas a partir de 5 anos de idade,  que receberam uma dose da vacina antes de completar 5 anos de idade
Administrar uma única dose de reforço, com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.
Pessoas a partir de 5 anos de idade, que nunca foram vacinadas ou sem comprovante de vacinação
Administrar a primeira dose da vacina e, 10 anos depois, 1 dose de reforço.
Pessoas a partir dos 5 anos de idade que receberam 2 doses da vacina
Considerar vacinado. Não administrar nenhuma dose.
Pessoas com 60 anos e mais, que nunca foram vacinadas ou sem comprovante de vacinação
O médico deverá avaliar o benefício e o risco da vacinação, levando em conta o risco da doença e o risco de eventos adversos nessa faixa etária ou decorrentes de comorbidades.
Gestantes, independentemente do estado vacinal
A vacinação está contraindicada. Na impossibilidade de adiar a vacinação, como em situações de emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem para área de risco de contrair a doença, o médico deverá avaliar o benefício e o risco da vacinação.
Mulheres que estejam amamentando crianças com até 6 meses de idade, independentemente do estado vacinal
A vacinação não está indicada, devendo ser adiada até a criança completar 6 meses de idade. Na impossibilidade de adiar a vacinação, como em situações de emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem para área de risco de contrair a doença, o médico deverá avaliar o benefício e o risco da vacinação. Em caso de mulheres que estejam amamentando e receberam a vacina, o aleitamento materno deve ser suspenso preferencialmente por 28 dias após a vacinação (com um mínimo de 15 dias).
Viajantes
Viagens internacionais: seguir as recomendações do Regulamento Sanitário Internacional (RSI).
Viagens para áreas com recomendação de vacina no Brasil: vacinar, pelo menos 10 dias antes da viagem, no caso de primeira vacinação. O prazo de 10 dias não se aplica no caso de revacinação.

   A vacina contra febre amarela é a medida mais importante para prevenção e controle da doença. Produzida no Brasil desde 1937, pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos, é da cepa 17DD, sendo constituída por vírus vivos atenuados derivados de uma amostra africana do vírus amarílico selvagem. Apresenta eficácia acima de 95%. A vacina febre amarela é reconhecidamente eficaz e segura. Entretanto, eventos adversos podem ocorrer, como reações locais e sistêmicas, tais como febre, dor local, cefaleia (dor de cabeça), mialgia (dor no corpo), dentre outros. Atenção especial deve ser dada quando, após administração da vacina de febre amarela, a pessoa apresentar dor abdominal intensa.

Fonte:
http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/secretarias/svs/febre-amarela
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/funasa/guia_vig_epi_vol_ll.pdf

Sarampo

                                                             


Figura 1 - manifestação clínica do sarampo.

fonte: página do blog super reforço¹.


O que é o sarampo?
  O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmissível e extremamente contagiosa, muito comum na infância. A viremia, causada pela infecção, provoca uma vasculite generalizada, responsável pelo aparecimento das diversas manifestações clínicas, inclusive pelas perdas consideráveis de eletrólitos e proteínas, gerando o quadro expoliante característico da infecção. Além disso, as complicações infecciosas contribuem para a gravidade do sarampo, particularmente em crianças desnutridas e menores de 1 ano de idade. O vírus do sarampo pertence ao gênero Morbillivirus, família Paramyxoviridae.

Como o sarampo é transmitido?
 É transmitido diretamente de pessoa a pessoa, através das secreções nasofaríngeas, expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Essa forma de transmissão é responsável pela elevada contagiosidade da doença. Tem sido descrito, também, o contágio por dispersão de gotículas com partículas virais no ar, em ambientes fechados como, por exemplo: escolas, creches e clínicas.

Quais são as manifestações clínicas da doença?
 Caracteriza-se por febre alta, acima de 38° C, exantema máculo-papular generalizado, tosse, coriza, conjuntivite e manchas de Koplik (pequenos pontos brancos que aparecem na mucosa bucal, antecedendo ao exantema).
Período de infecção: dura cerca de sete dias, iniciando com período prodrômico, onde surge febre, acompanhada de tosse produtiva, coriza, conjuntivite e fotofobia. Do 2° ao 4° dias desse período, surge o exantema, quando acentuam-se os sintomas iniciais, o paciente fica prostrado e aparecem as lesões características do sarampo: exantema cutâneo máculo-papular de coloração vermelha, iniciando na região retroauricular.
Remissão: caracteriza-se pela diminuição dos sintomas, declínio da febre. O exantema torna-se escurecido e, em alguns casos, surge descamação fina, lembrando farinha, daí o nome de furfurácea.
Período toxêmico: o sarampo é uma doença que compromete a resistência do hospedeiro, facilitando a ocorrência de superinfecção viral ou bacteriana. Por isso, são freqüentes as complicações, principalmente nas crianças até os dois anos de idade, em especial as desnutridas, e adultos jovens. A ocorrência de febre, por mais de três dias, após o aparecimento do exantema, é um sinal de alerta, indicando o aparecimento de complicações. As mais comuns são:
_ infecções respiratórias;
_ desnutrição;
_ doenças diarréicas, e
_ neurológicas. 
É durante o período exantemático que, geralmente, se instalam as complicações
sistêmicas, embora a encefalite possa aparecer após o 20° dia.

Como previnir o sarampo?
  A vacina é a única forma de prevenir a ocorrência do sarampo na população. O risco da doença para indivíduos suscetíveis permanece, em função da circulação do vírus do sarampo em várias regiões do mundo, e da facilidade em viajar por esses lugares. É necessário, portanto, manter um alto nível de imunidade na população, por meio de coberturas vacinais elevadas, iguais ou superiores a 95%, o que reduz a possibilidade da ocorrência do sarampo, permitindo a erradicação da transmissão do vírus, uma vez que, não encontrando suscetíveis, não é mantida a cadeia de transmissão. Além disso, temos a educação em saúde, onde a melhor forma é desenvolver atividades de forma integrada com área de educação. Na escola, deverá ser trabalhada a doença e meios de prevenção. No momento da investigação, devemos orientar as pessoas sobre a importância da prevenção do sarampo, e o dever de cada cidadão de informar ao serviço de saúde mais próximo de sua casa, a existência de um caso suspeito.

Qual é o tratamento?
  Não existe tratamento específico para a infecção por sarampo. O tratamento profilático com antibiótico é contra-indicado. É recomendável a administração da vitamina A em crianças acometidas pela doença, a fim de reduzir a ocorrência de casos graves e fatais. A OMS recomenda administrar a vitamina A, em todas as crianças, no mesmo dia do diagnóstico do sarampo, nas seguintes dosagens:
Crianças menores de seis meses de idade
_ 50.000 U.I. (unidades internacionais):
- uma dose, em aerossol, no dia do diagnóstico; e
- outra dose no dia seguinte.
Crianças entre 6 e 12 meses de idade
_ 100.000 U.I:
- uma dose, em aerossol, no dia do diagnóstico; e
- outra dose no dia seguinte.
Crianças maiores de 12 meses de idade
_ 200.000 U.I.:
- uma dose, em aerossol ou cápsula, no dia do diagnóstico; e
- outra dose no dia seguinte.
  Para os casos não complicados manter a hidratação, o suporte nutricional e diminuir a hipertermia. Muitas crianças necessitam, de quatro a oito semanas, para recuperar o estado nutricional que apresentavam antes do sarampo. As complicações como diarréia, pneumonia e otite média, devem ser tratadas de acordo com normas e procedimentos estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Fonte:
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/funasa/guia_vig_epi_vol_ll.pdf
http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/secretarias/svs/sarampo

1- Disponível em: <http://superreforco.blogspot.com.br/2015/03/sarampo.html> Acesso em 6 de agosto, 2015.

Rubéola

                                                   
Figura 1 - exantema em tronco e membros.

fonte: página do site super saúde¹.


O que é Rubéola?
  É uma doença exantemática aguda, de etiologia viral, que apresenta alta contagiosidade, acometendo principalmente crianças. Doença de curso benigno, sua importância epidemiológica está relacionada ao risco de infecção em gestantes e ocorrência da Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) e suas complicações, como: abortos, natimortos, surdez, cardiopatias congênitas. Estas acarretam custos sociais ao país, conseqüentes à ocorrência de óbitos e acompanhamento de casos. A rubéola é transmitida por um vírus, pertencente ao gênero Rubivírus, família Togaviridae.

Como a rubéola é transmitida?
  Através de contato com as secreções nasofaríngeas de pessoas infectadas. A infecção se produz por disseminação de gotículas, ou através de contato direto com os pacientes. A transmissão indireta, mesmo sendo pouco frequente, ocorre mediante contato com objetos contaminados com secreções nasofaríngeas, sangue e urina.

Quais são as manifestações clínica da rubéola?
  O quadro clínico é caracterizado por exantema máculo-papular e puntiforme difuso, iniciando-se na face, couro cabeludo e pescoço, espalhando-se posteriormente para o tronco e membros. Além disso, apresenta febre baixa e linfadenopatia retroauricular, occipital e cervical posterior, geralmente antecedendo ao exantema no período de 5 a 10 dias. Formas inaparentes são freqüentes, principalmente em crianças. Adolescentes e adultos podem apresentar um período prodrômico com febre baixa, cefaléia, dores generalizadas (artralgias e mialgias), conjuntivite, coriza e tosse. A leucopenia é comum e raramente ocorrem manifestações hemorrágicas. Apesar de raras, complicações podem ocorrer com maior freqüência em adultos, destacando-se: artrite ou artralgia, encefalites e manifestações hemorrágicas.

Como prevenir a rubéola?
  Esclarecer a população, principalmente da área de educação, sobre a doença, a importância de notificar a SMS e a vacinação de crianças e mulheres para a prevenção da SRC. No Brasil, atualmente, a vacinação de rotina contra a rubéola é realizada aos 12 meses de vida, com a vacina tríplice viral. A faixa etária para a vacinação é entre 12 meses a 11 anos de idade. A vacina também é aplicada no pós-parto e no pósaborto, em maternidades e serviços de saúde.
  Com a finalidade de eliminar a ocorrência da síndrome da rubéola congênita, a
administração no Brasil é feita:
aos 12 meses ( extensão até os 11 anos de idade);
na população feminina entre 12 a 39 anos com a vacina tríplice viral.

Como é o tratamento?
  Não há tratamento específico para a rubéola. Os sinais e sintomas apresentados devem ser tratados de acordo com a sintomatologia e terapêutica adequada.

Fonte:
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/funasa/guia_vig_epi_vol_ll.pdf
http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/secretarias/svs/rubeola

1- Disponível em: <http://www.supersaude.org/rubeola-sintomas/> Acesso em 6 de agosto, 2015.

Raiva

  Figura 1 - vírus da raiva.
fonte: página do blog per scientia¹.


O que é raiva?
  Encefalite viral aguda, transmitida por mamíferos, que apresenta dois ciclos principais de transmissão: urbano e silvestre. Reveste-se da maior importância epidemiológica por apresentar letalidade de 100%, além de ser uma doença passível de eliminação no seu ciclo urbano, por se dispor de medidas eficientes de prevenção, tanto em relação ao ser humano, quanto à fonte de infecção. O vírus rábico pertence ao gênero Lyssavirus, da família Rhabdoviridae.

Como a raiva é transmitida?
  A transmissão da raiva se dá pela penetração do vírus contido na saliva do animal infectado, principalmente pela mordedura e, mais raramente, pela arranhadura e lambedura de mucosas. O vírus penetra no organismo, multiplica-se no ponto de inoculação, atinge o sistema nervoso periférico e, posteriormente, o sistema nervoso central e, a partir daí, se dissemina para vários órgãos e glândulas salivares, onde também se replica e é eliminado na saliva das pessoas ou animais enfermos. Existe o relato de casos de transmissão inter-humana na literatura, que ocorreram através de transplante de córnea. A via respiratória, transmissão sexual, via digestiva (em animais), transmissão vertical, também são aventadas, mas com possibilidade remota.

Quais as manifestações clínicas da raiva?
  Após um período variável de incubação, aparecem os pródromos que duram de 2 a 4 dias e são inespecíficos. O paciente apresenta mal-estar geral, pequeno aumento de temperatura, anorexia, cefaléia, náuseas, dor de garganta, entorpecimento, irritabilidade, inquietude e sensação de angústia. Podem ocorrer hiperestesia e parestesia no trajeto de nervos periféricos, próximos ao local da mordedura e alterações de comportamento. A infecção progride, surgindo manifestações de ansiedade e hiperexcitabilidade crescentes, febre, delírios, espasmos musculares involuntários, generalizados e/ou convulsões. Espasmos dos músculos da laringe, faringe e língua ocorrem quando o paciente vê ou tenta ingerir líquido, apresentando sialorréia intensa. Os espasmos musculares evoluem para um quadro de paralisia, levando a alterações cárdio-respiratórias, retenção urinária, obstipação intestinal. O paciente se mantém consciente, com período de alucinações, até à instalação de quadro comatoso e evolução para óbito. Observa-se ainda a presença de disfagia, aerofobia, hiperacusia, fotofobia. O período de evolução do quadro clínico, após instalados os sinais e sintomas até o óbito é, em geral, de 5 a 7 dias.

Como previnir a raiva?
  A prevenção de raiva humana é direcionada para o tratamento profilático anti-rábico toda vez que houver suspeita de exposição ao vírus rábico. Após o início do quadro clínico, não existe tratamento. A profilaxia é feita através do esquema de vacinas e cuidados com a lesão. Além disso, orientar o processo educativo no programa de eliminação da raiva urbana e no de controle da raiva canina, tendo como ferramentas básicas a participação e a comunicação social, devendo ser necessariamente envolvidos serviços e profissionais de saúde, escolas, proprietários de animais de estimação e população em geral. Portanto, são necessárias algumas condutas:
• Estimular a posse responsável de animais;
• Desmistificar a castração dos animais de estimação;
• Adotar medidas de informação/comunicação que levem a população a
reconhecer a gravidade de qualquer tipo de exposição a um animal; a
necessidade de atendimento imediato; as medidas auxiliares que devem ser
adotadas às pessoas que foram expostas e/ou agredidas; a identificar os sintomas
de um animal suspeito;
• Divulgar os serviços existentes, desmistificando simultaneamente o tratamento
profilático anti-rábico humano, estimulando a responsabilidade do paciente com
o cumprimento do esquema indicado, visando a diminuição do abandono e risco
de ocorrência de casos;
• Não valorizar a proteção ao cão errante;
• Estimular a imunização anti-rábica animal.

Como é o tratamento?
 Independente do ciclo, não existe tratamento específico para a doença. Por isso, a profilaxia pré ou pós exposição ao vírus rábico deve ser adequadamente executada. O paciente deve ser atendido na unidade hospitalar de saúde mais próxima, sendo evitada sua remoção. Quando imprescindível, tem que ser cuidadosamente planejada. Manter o enfêrmo em isolamento, em quarto com pouca luminosidade, evitar ruídos e formação de corrente de ar, proibir visitas e somente permitir a entrada de pessoal da equipe de atendimento. As equipes de enfermagem, higiene e limpeza devem estar devidamente capacitadas para lidar com o paciente e com o seu ambiente e usar equipamentos de proteção individual. Recomenda-se como tratamento de suporte: dieta por sonda nasogástrica; hidratação para manutenção do balanço hídrico e eletrolítico; na medida do possível, usar sonda vesical para reduzir a manipulação do paciente; controle da febre e o vômito; beta bloqueadores na vigência de hiperatividade simpática; uso de antiácidos, para prevenção de úlcera de “stress”; instalação de PVC e correção da volemia na vigência de choque; tratamento das arritmias cardíacas. Sedação de acordo com o quadro clínico, não devendo ser contínua.

Fonte:
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/funasa/guia_vig_epi_vol_ll.pdf
http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/secretarias/svs/raiva
1- Disponível em: <https://albericomarcosbioifes.wordpress.com/tag/raiva/> Acesso em 6 de agosto, 2015.


Influenza

                                Figura 1 - vírus da influenza no sangue.                                    
                                       
                                         
                                               fonte: página do blog gripe net¹.



O que é influenza?
  A influenza, ou gripe, é uma doença contagiosa aguda do trato respiratório, de natureza viral e de distribuição global. Classicamente, apresenta-se com início abrupto de febre, mialgia e tosse seca e, em geral, tem evolução auto-limitada, de poucos dias. Sua importância deve-se ao seu caráter epidêmico, caracterizado por disseminação rápida e marcada morbidade nas populações atingidas.

Como a influenza é transmitida?
 A transmissão se dá através das vias respiratórias, quando indivíduos infectados transmitem o vírus a pessoas susceptíveis, ao falar, espirrar e tossir, através de pequenas gotículas de aerossol. Apesar da transmissão inter-humana ser a mais comum, já foi documentada a transmissão direta do vírus, a partir de aves e suínos para o homem.

Quais são as manifestações clínicas da influenza?
  Clinicamente, a doença inicia-se com a instalação abrupta de febre alta, em geral acima de 38º C, seguida de mialgia, dor de garganta, prostração, dor de cabeça e tosse seca. A febre é, sem dúvida, o sintoma mais importante e perdura em torno de três dias. Os sintomas sistêmicos são muito intensos nos primeiros dias da doença. Com a sua progressão, os sintomas respiratórios tornam-se mais evidentes e mantém-se em geral por 3 a 4 dias, após o desaparecimento da febre. É comum a queixa de garganta seca, rouquidão, tosse seca e queimação retro-esternal ao tossir. Os pacientes apresentam-se toxemiados ao exame clinico, com a pele quente e úmida, olhos hiperemiados e lacrimejantes. Há hiperemia das mucosas, com aumento de secreção nasal hialina. 
 O quadro clínico em adultos sadios pode variar de intensidade. Nas crianças, a temperatura pode atingir níveis mais altos, sendo comum o achado de aumento dos linfonodos cervicais. Quadros de crupe, bronquite ou bronquiolite, além de sintomas gastrointestinais, também podem fazer parte da apresentação clínica em crianças. 
  Os idosos quase sempre apresentam-se febris, às vezes sem outros sintomas, mas em geral a temperatura não atinge níveis tão altos. As complicações são mais comuns em idosos e indivíduos debilitados. 
  As situações, sabidamente de risco, incluem doença crônica pulmonar (Asma e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica - DPOC), cardiopatias (Insuficiência Cardíaca Crônica), doença metabólica crônica (Diabetes, por exemplo), imunodeficiência ou imunodepressão, gravidez, doença crônica renal e hemoglobinopatias. As complicações pulmonares mais comuns são as pneumonias bacterianas secundárias, sendo mais freqüentes as provocadas pelos seguintes agentes: Streptococcus pneumoniae, Staphylococcus e Haemophillus influenzae. Uma complicação incomum, e muito grave, é a Pneumonia Viral Primária pelo vírus da influenza. 
  Nos imunocomprometidos, o quadro clínico é geralmente mais arrastado e muitas vezes mais severo. Gestantes com quadro de influenza no segundo ou terceiro trimestres da gravidez estão mais propensas à internação hospitalar. Dentre as complicações não pulmonares em crianças, destaca-se a Síndrome de Reye, que também está associada aos quadros de varicela. Esta Síndrome caracteriza-se por encefalopatia e degeneração gordurosa do fígado, após o uso do Ácido Acetil Salicílico, na vigência de um destes quadros virais. Recomenda-se, portanto, que não sejam utilizados medicamentos do tipo Ácido Acetil Salicílico, em crianças com Síndrome Gripal ou Varicela. Outras complicações incluem Miosite, Miocardite, Pericardite, Síndrome do Choque Tóxico, Síndrome de Guillain-Barré e, mais raramente, Encefalite e Mielite Transversa.

Como previnir a influenza?
  O Ministério da Saúde implantou, desde 1999, a vacinação contra a gripe no Brasil,
com o objetivo de proteger os grupos de maior risco contra as complicações da
influenza, ou seja, os idosos e os portadores de doenças crônicas. Apesar das drogas
atualmente disponíveis para o tratamento da influenza, o Ministério da Saúde
considera a vacinação a melhor arma disponível para a prevenção da influenza e
suas conseqüências.
  A vacinação ocorre na forma de campanhas prolongadas, em geral duas semanas.
O período para a realização dessas campanhas deve ser anterior ao período de
maior circulação do vírus na população das diferentes regiões do país. Para conferir
proteção adequada, a vacina deve ser administrada a cada ano, já que sua composição
também varia anualmente, em função das cepas circulantes.


Como é o tratamento?
  Aos pacientes agudos, recomenda-se repouso e hidratação adequada. Medicações
antipiréticas podem ser utilizadas, mas deve-se evitar o uso de Ácido Acetil Salicílico
nas crianças. No caso de complicações pulmonares severas, podem ser necessárias
medidas de suporte intensivo.


Fonte:
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/funasa/guia_vig_epi_vol_ll.pdf
http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/secretarias/svs/influenza


1- Disponível em:<http://www.gripenet.pt/pt/sobre-gripe/gripe/> Acesso 6 de agosto, 2015.

Tétano

                                                  
              Figura 1 -   Paciente apresentando postura conhecida como "opistótono", decorrente    da contratura muscular generalizada causada pela toxina tetânica.

fonte: página do site da secretaria da educação do governo do estado do Paraná¹.


O que é tétano?
  Doença infecciosa aguda não-contagiosa, causada pela ação de exotoxinas produzidas pelo Clostridium tetani, as quais provocam um estado de hiperexcitabilidade do sistema nervoso central. Clinicamente, a doença manifesta-se por febre baixa ou ausente, hipertonia muscular mantida, hiperreflexia e espasmos ou contraturas paroxísticas. Em geral o paciente mantém-se consciente e lúcido. Espasmos são exacerbações paroxísticas da hipertonia, determinados por vários estímulos, tais como sons, luminosidades, injeções; podendo ainda ocorrer espontaneamente.
O Clostridium tetani é encontrado nos intestinos de cavalos e outros animais, inclusive do homem, sendo inócuo neste habitat. É comumente encontrado na natureza sob a forma de esporo, nos seguintes meios: fezes, terra, reino vegetal, águas putrefatas, instrumentos cortantes, pregos enferrujados, poeira de ruas e até na pele.

Como o tétano é transmitido?
  A infecção se dá através de ferimentos superficiais ou profundos, de qualquer natureza, desde que tenham a introdução dos esporos em uma solução de continuidade, associados às condições favoráveis para desenvolver a doença, como tecidos desvitalizados, corpos estranhos, meio anaeróbico e outros.
O período de incubação é o período que o esporo requer para germinar, elaborar as toxinas e estas atingirem o Sistema Nervoso Central (SNC), ocorrendo alterações funcionais com aumento da excitabilidade. O período de incubação em média é de 10 dias, variando de 24 horas a 30 dias. Alguns casos chegam a meses.
É uma doença não contagiosa, portanto, não existe transmissão direta, de um indivíduo para outro. A suscetibilidade é universal, independendo de sexo ou idade; a imunidade permanente é conferida pela vacina, desde que ocorra em condições ideais inerentes ao imunobiológico e ao indivíduo, com 3 doses e reforço a cada 5 ou 10 anos, conforme as indicações. A doença não confere imunidade. Os filhos de mães imunes podem apresentar imunidade passiva e transitória até 4 meses. Recomenda-se um reforço em caso de nova gravidez, se esta distar mais de 5 anos. A imunidade através do soro antitetânico (SAT) dura até 14 dias, média de 1 semana; através da imunoglobulina humana anti-tetânica (IGHAT) dura de 2 a 4 semanas, média de 14 dias. A imunidade é conferida pela vacina e dura em torno de 10 anos.

Quais são as manifestações clínicas do tétano?
  O tétano é uma toxiinfecção causada pela toxina do bacilo tetânico, introduzido no organismo através de ferimentos ou lesões de pele. Clinicamente, o tétano acidental se manifesta por:
• Hipertonia dos músculos: masseteres (trismo e riso sardônico), pescoço (rigidez de nuca), faringe ocasionando dificuldade de deglutição (disfagia), contratura muscular progressiva e generalizada dos membros superiores e inferiores (hiperextensão de membros), reto-abdominais (abdome em tábua), paravertebrais (opistótono) e diafragma, levando à insuficiência respiratória; os espasmos são desencadeados ao menor estímulo (luminoso, sonoro ou manipulação do paciente) ou surgem espontaneamente.
Ø  Período de infecção: dura em média de dois a cinco dias.
Ø  Remissão: não apresenta período de remissão.
Ø  Período toxêmico: ocorre sudorese pronunciada e pode haver retenção urinária por bexiga neurogênica. Inicialmente, as contrações tônico-clônicas ocorrem sob estímulos externos e, com a evolução da doença, passam a ocorrer espontaneamente. É uma característica da doença o enfermo manterse lúcido, apirético, ou quando há presença de febre, ela é baixa. A presença de febre acima de 38°C é indicativa de infecção
secundária, ou de maior gravidade do tétano.

Como prevenir o tétano?    
                                                                                             
Ø  Vacinação
  Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) a vacina antitetânica, quando garantida a sua produção, conservação, aplicação, doses completas da vacina, conforme recomendação do esquema vacinal e resposta imunológica. Quando todos estes fatores ocorrem, a sua eficácia está em torno de 99%. Os efeitos adversos são raros, mas podem apresentar-se sob a forma de dor local, hiperemia, edema e induração, febrícula com sensação de mal estar de intensidade variável e passageira.
• Recomendações para vacinação: recomenda-se o esquema vacinal contra tétano a todas as pessoas, independente da idade e sexo. Como o bacilo encontra-se no meio ambiente, a exposição acidental ao mesmo através de um ferimento contaminado é universal. A manutenção de altas taxas de cobertura vacinal torna-se prioritária, tendo em vista a gravidade do quadro clínico, e com elevada taxa de letalidade, podendo deixar seqüelas.
Ø  Educação em saúde
  A Educação em Saúde é uma prática social que tem como objetivo promover a formação e/ou mudança de hábito e atitudes. Estimula a luta por melhoria da qualidade de vida, da conquista à saúde, da responsabilidade comunitária, da aquisição, apreensão, socialização de conhecimentos e a opção por um estilo de vida saudável. Preconiza a utilização de métodos pedagógicos participativos (criatividade, problematização e criticidade) e diálogo, respeitando as especificidades locais, universo cultural da comunidade e suas formas de organização.
 Sensibilizar os empresários, gestores, patrões, chefes, professores, etc. sobre a necessidade da prevenção, e pactuar com seus funcionários a manter o esquema vacinal em dia. Um grupo importante para a conscientização quanto à necessidade de vacinaçào são as gestantes, pela sua importância na prevenção do tétano neonatal. Lembrar que vacinação e conservação do cartão não é só para crianças.
Ø  Comunicação
  É de fundamental importância a parceria, ou relação integrada com os diversos meios de comunicação, principalmente quanto à adequação da linguagem de fácil compreensão da população. A forma de divulgar a doença, suas diversas formas de prevenção, e a necessidade de buscar o tratamento, o mais rápido possível, e nos serviços que assistem este tipo de doente. O momento oportuno de divulgar a ocorrência de um caso, para sensibilizar a comunidade, quanto à necessidade da prevenção da doença, pode ser utilizado para implementação das ações com adoção de medidas de controle.

Como é o tratamento?
  O doente deve ser internado em unidade apropriada com mínimo de ruído, luminosidade, temperatura estável e agradável. Casos graves têm indicação de terapia intensiva, onde haja suporte necessário para manejo de complicações e conseqüente redução das seqüelas e letalidade. É de fundamental importância os cuidados pelas equipes médica e de enfermagem, experientes no atendimento a esse tipo de enfermidade.
Os princípios básicos do tratamento são:
• Sedação do paciente: através do uso de benzodiazepínicos e miorrelaxantes.
• Neutralização da toxina tetânica: utiliza-se o soro anti-tetânico (SAT), cuja indicação terapêutica é de 20.000 UI para crianças e adultos, via intramuscular (IM), distribuída em 2 massas musculares ou E.V., este último diluído para 100ml de soro fisiológico, transfundir em 1 hora. Realizar antes teste de sensibilidade. A Imunoglobulina Humana Antitetânica Tetânica (IGHAT ou TIG) é disponível no Brasil apenas para uso Intramuscular (IM), em duas ou mais massas musculares, nas seguintes dosagens, para uso terapêutico: a critério médico, é utilizada na dose de 3.000 a 6.000 UI. A administração da TIG, pela via intratecal, ainda é controversa na literatura e, no Brasil, seu uso está limitado a protocolos de pesquisas.
• Debridamento do foco: limpar o ferimento suspeito com soro fisiológico ou água e sabão, realizar o debridamento retirando tecido desvitalizado e corpos estranhos. Após a remoção de todas as condições suspeitas, fazer limpeza com água oxigenada ou solução de permanganato de potássio a 1:5000. Ferimentos puntiformes e profundos devem ser abertos em cruz e lavados generosamente com soluções oxidantes. Não é eficaz o uso de Penicilina benzatina na profilaxia do tétano acidental, nas infecções cutâneas. Caso haja indicação para o uso de antibióticos, em lesões suspeitas infectadas, optar por:
Ø  Tetraciclina: 20 a 40mg/dia (máximo de 02g), via oral de 6/6 hs, durante 5 dias, a partir dos 8 anos de idade.
Ø  Eritromicina: 20 a 40mg/kg/dia, via oral, de 6/6 hs, durante 5 dias, para crianças menores de 8 anos de idade.
Ø  Hidratação intravenosa adequada.
Ø  Antibioticoterapia.

Ø  Tratamento sintomático.

Fonte:

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/funasa/guia_vig_epi_vol_ll.pdf
http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/secretarias/svs/tetanoacidental

1- Disponível em:
<http://www.ciencias.seed.pr.gov.br/modules/galeria/detalhe.php?foto=2163&evento=3#menu-galeria>, Acesso em 6 de agosto, 2015.